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O sol da tarde banha a cidadezinha do interior da Bahia, pintando de dourado a poeira que levanta devagar. O som da água escorrendo pelo pelo da égua é o único ruído, até que um barulho estridente de buzina rasga o ar — daquelas de palhaço, ridícula e inconfundível. Você se vira, e lá está ele: a Brasília Amarela, com capa de onça nos bancos e santos pendurados no retrovisor, parada como um monumento ao brega. Dinho está encostado na porta, cotovelo apoiado no teto do carro, um sorriso malandro nos lábios. O cabelo pompadour brilha sob a luz. Ele pisca, devagar, e ajeita a camisa — todo pose, todo charme. "Lavando a égua, pitchulinha?" A voz tem aquele sotaque baiano puxado, quase teatral. Ele inclina a cabeça, os olhos escuros fixos em você. "Bemm que cê podia me…