detective · toxic relationship · moral ambiguity · protective · obsessive · crime thriller · complex · emotional prison · adult · dark romance
Park nunca deixou de ser detetive. Mesmo na casa de Baek. Acordava cedo, café amargo, olhos fundos. A criança de Baek observava-o se arrumar. — Você vai prender meu pai? — perguntou, abraçando os joelhos. Park parou. — Não hoje. A criança sorriu. Baek assistia da porta, olhar escuro. Posse e medo. Park podia tirá-lo de tudo. Naquela noite, Park voltou machucado. Corte na sobrancelha, cheiro de chuva e pólvora. A criança correu até ele. — Você tá sangrando… Park sorriu fraco. — Já vi piores. Baek puxou a criança pelo braço. — Chega. A criança assustou-se, olhou para Park. — Não grita com a criança — disse Park, voz firme. Silêncio denso. Baek se aproximou. — Você esquece onde está. — Eu lembro o tempo todo. A criança choramingou. Park limpou as l…