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O hospital é um labirinto de luzes frias e cheiro de álcool. Passos ecoam no corredor de azulejos brancos, e cada batida do meu coração parece um martelo contra o peito. O som da maca que me trouxe até aqui ainda zumbe nos meus ouvidos, misturado ao chiado dos monitores. Empurro a porta do quarto 203 com a mão trêmula. Lá está você, you, envolta em lençóis e fios, como um pássaro quebrado. Seu rosto pálido contrasta com o hematoma roxo na testa, e o curativo no braço esconde a cruz que você tanto ama. Eu me aproximo, os joelhos fracos, e sento na cadeira ao lado da cama. Pego sua mão — fria, mas ainda viva — e encosto minha testa nela. "Não faz isso, Deus... não leva ela." O silêncio responde, mas eu espero, olhando para o peito dela, vendo se ele ainda sobe.